quiet is the new loud.

the fact that earth is heaven.

Thursday, April 20, 2006

bled white.

Há muito tempo não me sinto tão só como agora.

No início a solidão era a única companhia que tinha, depois ela se tornou uma amiga distante que havia perdido contato e agora sinto como se ela estivesse sempre comigo, mesmo na companhia de outras pessoas. Achava que ela só vinha quando não tinha ninguém por perto, mas não.

Ando sentindo um aperto, uma angústia parecida com aquela que sentia antes, mas diferente. Sinto que não estou dando conta do que deveria, sou muito pequena para controlar coisas tão grandes como meu rumo. Quero o mundo, mas não sei se dou conta.

Decidi ir para Finlândia viver num iglu, ter minha própria rena e ser vizinha do Papai Noel. Vou estudar arte e fazer escultura no gelo. Meu amor ficou triste, as coisas estão difíceis, a saudade é muito grande. Sinto não mais um vazio no peito, e sim uma sucção que vem de dentro fazendo eu me curvar parando em posição vulnerável e fetal. Sabe quando já é mais do que saudade?

Preciso dormir, ouvir o som do silêncio bem alto e aproveitar a solidão. Sempre que estou com ela cismo em fazer alguma tarefa dessas cotidianas e deixo ela aqui pedindo para ficar comigo um pouquinho. Deve ser por isso que dói. Sempre que estamos juntas eu não lhe dou atenção. Deve ser por isso que meu coração está me sugando em busca dum vácuo definitivo. Deve ser.

Se me beliscar sai um pedaço na mão.

Preciso daquele abraço apertado que vai me separar em duas partes que darão conta de tudo.

Chega logo.

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